sexta-feira, 8 de julho de 2011

Quero ser jogada na parede

Quero ser jogada na parede...
Sentir vc pulsando...
Lambida de cima a baixo...
Quero que me pegue com fome, fome de mim..
Do meu cheiro;
Da minha pele;
De uma outra que não mais vê,
mais que se percebe que ainda não morreu em mim.

Luana Monteiro
Agosto 2009

Minha paixão não é doença


Minha paixão não é doença,
É a cura que tu procuras,
Os sonhos que tu sonhas,
Os beijos que tu sentes,
O edredom que te esquentas,
O colo que tu nana...

Vem amor meu,
Saciar a tua fome em meu corpo,
Matar a sede em minha alma,
Vem fazer parte de mim,
Vem me fazer feliz.
Vem me pedir pra viver em ti...

Luana Monteiro

Vem já


Já não posso dizer que eu estou no meu melhor estado mental;
Qualquer música chorosa me faz enxergar você a minha frente,
Tão cheio de tudo que me chame a atenção, e ao mesmo tempo indistinto...
Ah, que paixão boba!
Eu sinto todo o meu corpo gritar pelo seu nome,
E eu não quero mais saber se isso é bom ou é ruim. É algo inevitável...

Esse seu jeito me conquistou,
Me encantou, me faz enlouquecer,
E, tamanha é a paixão em que me descubro,
Que o impossível me parece nada, besteira.

Eu te quero cada vez mais,
Com esse seu jeito de falar, sorrir e olhar...
Um olhar que me hipnotiza,
Que me deixa com arrepios
E me faz morder o travesseiro
(Por você, tenho um enorme carinho, paixão e desejo...).
O frenesi que parte de mim vai crescendo e crescendo,
E eu já não consigo controlar...
Não posso mais evitar o que está gritando dentro de mim,
E que me espanca quando beijo a sua boca...
Fica comigo ou enlouqueço!


Luana Monteiro

Eu nem sei mais quem sou.



Eu me pergunto muitas vezes ao dia, acredite, quem seria essa pessoa que se olha no espelho, quem é essa menina que não mais reconheço?

Não sei mais quem sou, me perdi.

Não sou mais dona dos meus pensamentos, não sou mais dona de mim, eu nem sei mais o que é amar, pois vivo tão doente que o amor virou uma doença, uma coisa qualquer que me absorve as energias, que me angustia o peito, que me dói toda, que me castiga.

Se eu morrer amanhã, posso dizer que não morrerei feliz, desisti de buscar a felicidade, pois ela me abandonou, fugiu de mim... Não me quis mais.

Dentro de mim há um coração oco... Com aspecto enrugado pelas mágoas, ressecados, pois dentro não há mais água.. Acabei com elas de tanto chorar.. Estou seca. Não tenho mais vontade de me regar, quero morrer como um flor do sertão, virar pó, virar um nada, um nada morto, em vez de viva se sentir um nada em meio a um tudo, um tudo vazio, um mundo que não me faz sentido.

Eu sou uma atriz na vida e não nos palcos. Finjo viver, embora morta.

Essa que se olha no espelho, e não possui um resquício se quer de luz, sou o que a dor me transformou, sou a amargura em pessoa, sou a dor refletida naquela que um dia fui e que um dia sorriu ao se olhar no espelho. Essa, mataram em mim.



Luana Monteiro
13/04/10 

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Perca a Chave






Se você olhar para mim;
Não verá mais em meus lábios
Os velhos sorrisos destinados
Á tua pessoa, não mais.
Se olhar para mim;
Você verá uma face pálida e morta.
Um olhar distante e vazio
Pedindo que você vá embora...
Eu adoeci nos teus braços;
E só longe deles poderei me salvar.
Vá embora e feche a porta;
Lá fora a vida berra;
Chamando-me pra brincar.




Lu Monteiro
2003

terça-feira, 28 de abril de 2009

Amor inútil


Amor, onde você está?
Será que você existe?
Cansei de te esperar.
Amor, minhas palavras se foram,
E se foram com elas as minhas lágrimas,
Os meus sorrisos;
O meu sono;
As minhas esperanças;
As canções e lembranças... Todas.
Minha alma? Não sei.
Tudo, tudo sinto cair num abismo
Que meu próprio coração criou
Para me afastar de você...
Oh amor...
Porque deixou em mim essa dúvida de saber se o tive?
Toda vez que eu pensei estar amando,
Você virava meus sentimentos de ponta-cabeça, e
Transformava-se num monstro!
Era sempre você amor?
Oh que horror...
Príncipes não mais existem, sapos sim...
Irei queimar os contos infantis
Que colocam no fim: “final feliz”




Lu Monteiro
2003

quinta-feira, 19 de março de 2009

Abstratos




somos abstratos na história de nós mesmos... nos perdemos mil vezes dentro de nossos desejos, embora diferentes, somos tão iguais que às vezes nem sabemos quem é quem, se sou você ou se você sou eu... nunca te amei em segredo e nunca vou te amar calada, pois meu amor é histérico.


Lu Monteiro
Março/2009